Olimpíadas de Línguas e Linguística no Brasil: impactos na Educação Básica
Conferencista
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Eduardo Cardoso Martins

Eduardo Cardoso Martins
Eduardo Cardoso Martins é licenciado em Letras – Português, e especialista em Linguística pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM; possui mestrado e doutorado em Linguística, na área de Linguagem e Sociedade, pela Universidade de Brasília – UnB. Atua na Graduação e na Pós-Graduação acadêmica e profissional da Faculdade de Letras – FLET / UFAM; É membro do Grupo de Pesquisa em Semântica, Sintaxe e Pragmática Formais – GeSER – USFCar, e líder do Grupo de Pesquisa Olimpíadas de Linguística, Educação e Discurso – OLED – UFAM, vinculados ao CNPq. Atualmente, está Coordenador do Laboratório de Pesquisa N-Linguagens, vinculado à FLET; Coordenador do Núcleo Língua Portuguesa Manaus do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID / CAPES / UFAM; Preside o Fórum de Licenciaturas da UFAM e o Fórum Norte de Popularização da Ciência. Integra o corpo pedagógico da Olimpíada Brasileira de Linguística – OBL e da Olimpíada de Português – OP. Participa da Comissão de Linguística na Educação Básica – CLEB – e coordena a Comissão de Linguística e Olimpíadas – CLO – ambas da ABRALIN. É membro titular do Fórum Nacional de Olimpíadas Científicas – FNOC, vinculado ao Comitê POP Ciência – MCTI. Tem interesse na área de Estudos da Linguagem, com ênfase em Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: Introdução aos Estudos Linguísticos, Olimpíadas de Linguística, Análise de Discurso Crítica, Historiografia Linguística, Linguística Popular; Políticas Linguísticas, e Metodologias Ativas de Ensino e Aprendizagem.
Moderador(a)
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Shirlei Marly Alves

Shirlei Marly Alves
Licenciada em Letras Português pela Universidade Federal do Piauí, especialista em Educação a Distância pela Universidade de Brasília, mestre em Linguística pela Universidade Federal do Ceará e doutora em Letras/Linguística pela Universidade Federal de Pernambuco. No Doutorado, desenvolveu pesquisa sobre discurso e trabalho do tutor da educação a distância, com base em estudos ergológicos e na Teoria Dialógica de Mikhail Bakhtin. É docente Associada II da Universidade Estadual do Piauí – Licenciatura em Letras Português e Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL). Coordenadora Adjunta do PARFOR/UESPI. Membro da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN), coordenando a Comissão ”Linguística e Educação Básica (CLEB)”. Membro do GT Gêneros Textuais Discursivos da ANPOLL. Coordenadora de Língua Portuguesa do Projeto Gestão da Aprendizagem, vinculado à Secretaria de Estado da Educação do Piauí (SEDUC). Vice-líder do Grupo de Pesquisa Laboratório de Leitura e Escrita Acadêmica (LEIA), da Universidade Estadual do Piauí. Bolsista de Produtividade FAPEPI. Avaliadora do SINAES desde 2019. Tem experiência com Linguística Aplicada, Metodologia da Pesquisa Científica e Educação a Distância.
Resumo →
Olimpíadas de Línguas e Linguística no Brasil: impactos na Educação Básica
Olimpíadas Científicas projetos pedagógicos baseados em um ou mais campos do conhecimento, com vistas a promover entre os estudantes o encantamento e interesse pela Ciência. Na área da linguagem, as olimpíadas atuam na interface entre o ensino escolar, a aprendizagem autônoma e a divulgação científica. Essas competições acadêmicas têm ganhado espaço e atenção no cenário educacional brasileiro por promoverem análises linguísticas baseadas em padrões gramaticais, em fenômenos cognitivo-culturais expressos em línguas desconhecidas dos participantes ou até mesmo em aspectos incomuns de idiomas já bem dominados pelo público. O raciocínio impulsionado pelas Olimpíadas de língua(gem) é eficaz porque altera a sequência “instrução-verificação” dos livros escolares para a lógica “reflexão-resposta”, visto que as informações necessárias à resolução das tarefas não necessitam de um ensino formal prévio. Ao contrário, a solução deve ser inferida e descoberta como parte do próprio desafio. Dessa forma, consideramos que os problemas propostos nas competições conduzem os discentes a “pensar linguisticamente”, pois integram uma aprendizagem cooperativa com uma abordagem baseada na investigação linguística, a fim de desenvolver uma apreciação da natureza do trabalho científico sobre a linguagem. A presente conferência visa demonstrar como o professor pode utilizar essas metodologias ativas para refletir sobre a diversidade linguístico-cultural e para ensinar idiomas, inicialmente, por meio de um apanhado teórico sobre a história e as características das Olimpíadas; depois, por meio das relações institucionais e interpessoais desenvolvidas nesses eventos voltados à autonomia intelectual. A palestra pretende revelar a pertinência de introduzir as Olimpíadas como estratégias pedagógicas no ensino regular e seus impactos em sala de aula da Educação Básica, auxiliando a construir uma prática docente inovadora e consolidar as disciplinas de línguas como espaço de investigação científica.