As tecnologias linguísticas como tecnologias urbanas
Conferencista
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Carolina Rodríguez-Alcalá

Carolina Rodríguez-Alcalá
Carolina Rodríguez-Alcalá é doutora em Linguística pela Unicamp, na área de Análise do Discurso (2001). Possui pós-doutorado em Linguística, na área de História das Ideias Linguísticas, na École Normale Supérieure – Lettres et sciences humaines (Lyon) e na Universidade Sorbonne Nouvelle, França (2002-2003). É pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb/Nudecri) e professora no Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp. Trabalha com temas como: discursos sobre o guarani no Paraguai, nacionalismo linguístico, políticas de língua, língua urbana, gramatização do guarani, escrita, relações discurso e espaço, ambiência urbana, imagem e discurso visual.
Moderadores
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Adielson Ramos de Cristo

Adielson Ramos de Cristo
Graduado em Letras Vernáculas (2009) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também concluiu curso de Mestrado (2011) e de Doutorado (2017) em Língua e Cultura (PPGLinC). Desde 2014, é professor de Linguística e Análise de Discurso no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, CPF/UFRB, onde coordenou o subprojeto do curso de Letras junto ao Programa de Iniciação à Docência (PIBID) da CAPES, na edição 2014-2018, na edição 2020-2022 (como voluntário) e na edição 2024-2026 (temporariamente); chefiou o Núcleo de Gestão de Atividades de Ensino (2017-2021); e foi Diretor pro tempore (2019). É professor permanente do Mestrado em Estudos de Linguagem da UNILAB, campus Malês. Além disso, é líder do DisSocie Laboratório de Estudos sobre o Discurso e a Sociedade. Interessa-se por pesquisas e estudos em Análise de Discurso e em História das Ideias Linguísticas, atuando principalmente nos seguintes temas: (a) tensões entre línguas no espaço de enunciação brasileiro (especialmente entre a língua brasileira e a língua brasileira de sinais); (b) discurso, história da educação (de surdos), memória e ensino: a língua escolarizada; (c) discurso, leitura, autoria, interpretação e ensino; (d) língua, nação, estado; (e) gramatização e instrumentos linguísticos; (f) o político na língua e políticas de línguas; (g) discurso, audiovisual e narrativas fantásticas.?
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Andréa Rodrigues

Andréa Rodrigues
Andréa Rodrigues é professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atuando no Departamento de Letras da FFP-UERJ, no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística (PPLIN) e no ProfLetras. Doutora em Letras pela PUC-Rio, com estágio de doutorado na École des Hautes Études em Sciences Sociales (Paris-França) e Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO. Fez Mestrado em Linguística na UFRJ e Graduação em Letras na UFF. Líder, com Lívia Buscácio, do grupo de pesquisa NELID – Núcleo de Estudos em Língua e Discurso. Desenvolve pesquisas na área de Análise do Discurso e História das Ideias Linguísticas.
Resumo →
As tecnologias linguísticas como tecnologias urbanas
Nesta apresentação propomos caracterizar as tecnologias linguísticas como tecnologias urbanas, a partir do paralelo que pode ser traçado entre a invenção e desenvolvimento da escrita, das gramáticas e dos dicionários e a história da cidade. Apontaremos a coincidência inaugural de que a revolução da escrita (Auroux, 1992), há 5.000 anos, é contemporânea da revolução urbana (CHILDE, 1936), e que todos os processos posteriores de gramatização estiveram sempre vinculados a processos de urbanização. Isso pode ser constatado em todos os momentos-chave da história de Ocidente: a emergência da gramática na Grécia e sua transferência para Roma, para as nações da Europa ou para os mais diversos territórios conquistados pelos europeus a partir do Renascimento, do Extremo Oriente à América meridional. A partir dessa reflexão propomos ver a gramatização massiva no Renascimento como a universalização de categorias tanto linguísticas (gramaticais) como espaciais (urbanas) ocidentais, que foram naturalizadas e instituídas como modelos para todas as sociedades do planeta, produzindo impactos políticos sobre os sujeitos e as sociedades.