História das Ideias Linguísticas, política de línguas e educação de pessoas surdas
Participantes
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Angela Corrêa Ferreira Baalbaki
Um possível processo de gramatização da Língua Portuguesa em um espaço de enunciação bilíngue para surdos

Angela Corrêa Ferreira Baalbaki
É Professora Associada de Linguística do Departamento de Estudos da Linguagem e do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) . Coordenadora do projeto Estudos sobre bilinguismo: elaboração de materiais para o ensino de português para alunos surdos, com financiamento de Auxílio à Pesquisa (APQ 1) da FAPERJ, em 2014, e no âmbito do Programa de Apoio Técnico Atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão PROATEC (UERJ), desde 2015. Também é bolsista do Programa Prociência (UERJ/FAPERJ), desde 2020. Integra os seguintes grupos de pesquisa: ”Grupo Arquivos de Língua – GAL” (UFF) e GrupA – Grupa de Práticas em Análises de Discurso (UFBA) . Desenvolve pesquisas na área de Análise de Discurso de linha francesa e História das Ideias Linguísticas com ênfase nos seguintes temas: formação de professores de línguas; processo de gramatização de línguas; ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos; discurso de divulgação científica.
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Lívia Letícia Belmiro Buscácio
Consurdo: um instrumento linguístico digital instaurador de uma política de línguas

Lívia Letícia Belmiro Buscácio
Lívia Letícia Belmiro Buscácio é Professora Titular do Instituto Nacional de Educação de Surdos, onde trabalha na Educação básica ministrando as disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura no Cap-INES , desde 2007, e no Mestrado profissional em Educação Bilíngue, desde 2019, no qual exerce a função de coordenadora adjunta (2023-2027). É doutora em Estudos da Linguagem (UFF), com pós-doutorado em Letras-Linguística (UERJ). Integra os grupos de pesquisa Discursividade, língua e sociedade (UFF, UNICAMP, UNIOESTE, INES,UERJ, AN, Colégio Pedro II, dentre outras), onde atua com o Grupo Arquivos de Língua; ArteGestoAção (INES-UERJ-IFE) e é vice-líder do Núcleo de Estudos em Língua e Discurso (UERJ-UFRRJ-INES). Temas de pesquisa: saberes linguísticos, literários e artísticos, educação com surdos, políticas de línguas, formação de plateia em espaços culturais, sobretudo com pessoas surdas e com deficiências. Tornou-se mãe em 2015.
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Diego Barbosa da Silva
Dizer-se língua para não ser silenciada: os efeitos de sentido da Libras nas políticas linguísticas brasileiras

Diego Barbosa da Silva
Diego Barbosa da Silva (Arquivo Nacional) possui Graduação em Ciências Sociais, Bacharelado e Licenciatura, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008); Graduação em Comunicação Assistiva Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa, pela Faculdade Uníntese (2024); Graduação em Letras Libras, Bacharelado pela Faculdade Uníntese (2025); Graduação em Letras Libras/Língua Portuguesa, Licenciatura pela Universidade Estácio de Sá (2025); Mestrado em Letras, com área de concentração em Linguística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2011); Mestrado em Linguística e Línguas Indígenas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2024) e Doutorado em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal Fluminense (2016), além de especialização em Relações Internacionais Contemporâneas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2011); em Língua Brasileira de Sinais pela Uniasselvi (2022); em Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa pela Universidade Estácio de Sá (2023); em Educação Escolar Indígena pela Faculdade Famart (2025); em Linguística pela Universidade de Uberaba (2025), em Etnologia Indígena pela Faculdade Faveni (2025), em Mudanças Climáticas pela Unyleya (2026) e em Bilinguismo e Educação Bilíngue pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2026). Na UERJ, ainda foi Membro Titular do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (2007-2008), tendo atuado nas Comissões de Graduação; de Pesquisa e Pós-Graduação; de Acompanhamento das Atividades
Docentes e na Comissão Eleitoral para a Reitoria. Também foi Membro Titular da Assembleia Universitária da UERJ, no mesmo período, Membro Titular do Conselho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (2005-2008) e do Conselho do Centro de Ciências Sociais (2008). Servidor público concursado do Arquivo Nacional desde 2006, foi técnico da Equipe de Documentos do Judiciário e Extrajudicial da Coordenação de Documentos Escritos. Foi também técnico da Coordenação de Pesquisa e Difusão do Acervo (2016) e Coordenador-Geral de Acesso e Difusão Documental do Arquivo Nacional (2016-2018). Na mesma instituição foi Diretor-Geral, Presidente do Conselho Nacional de Arquivos e Presidente do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo da Administração Pública Federal em 2017. Foi ainda membro do Comitê de Descrição e Recuperação da Informação Arquivística, da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB) e do Conselho Deliberativo e de Ética da mesma associação. Além disso, foi membro titular do Colegiado de Arquivos do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). Atualmente, é Coordenador de Governança e Integridade do Arquivo Nacional, órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e professor de Libras da Uníntese.
Moderador(a)
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Adielson Ramos de Cristo

Adielson Ramos de Cristo
Graduado em Letras Vernáculas (2009) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também concluiu curso de Mestrado (2011) e de Doutorado (2017) em Língua e Cultura (PPGLinC). Desde 2014, é professor de Linguística e Análise de Discurso no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, CPF/UFRB, onde coordenou o subprojeto do curso de Letras junto ao Programa de Iniciação à Docência (PIBID) da CAPES, na edição 2014-2018, na edição 2020-2022 (como voluntário) e na edição 2024-2026 (temporariamente); chefiou o Núcleo de Gestão de Atividades de Ensino (2017-2021); e foi Diretor pro tempore (2019). É professor permanente do Mestrado em Estudos de Linguagem da UNILAB, campus Malês. Além disso, é líder do DisSocie Laboratório de Estudos sobre o Discurso e a Sociedade. Interessa-se por pesquisas e estudos em Análise de Discurso e em História das Ideias Linguísticas, atuando principalmente nos seguintes temas: (a) tensões entre línguas no espaço de enunciação brasileiro (especialmente entre a língua brasileira e a língua brasileira de sinais); (b) discurso, história da educação (de surdos), memória e ensino: a língua escolarizada; (c) discurso, leitura, autoria, interpretação e ensino; (d) língua, nação, estado; (e) gramatização e instrumentos linguísticos; (f) o político na língua e políticas de línguas; (g) discurso, audiovisual e narrativas fantásticas.?
Resumo →
História das Ideias Linguísticas, política de línguas e educação de pessoas surdas
História das Ideias Linguísticas, política de línguas e educação de pessoas surdas mobiliza análises e práticas discursivas sobre políticas linguísticas e educacionais voltadas para pessoas surdas e a comunidade surda na relação entre a Libras em tensionamento com a Língua portuguesa, com base na História das Ideias Linguísticas (Auroux, Orlandi) em encontro com a Análise de Discurso materialista. A mesa é composta pelos seguintes trabalhos: Um possível processo de gramatização da Língua Portuguesa em um espaço de enunciação bilíngue para surdos, de Angela Baalbaki (UERJ), discute o processo de disciplinarização e escolarização da Língua portuguesa para surdos do/no Brasil e sua incidência na gramatização da Língua portuguesa na educação de pessoas surdas; Lívia Buscácio (INES) apresenta Consurdo: um instrumento linguístico digital instaurador de uma política de línguas, a primeira plataforma digital bilíngue do Brasil que reúne e organiza políticas linguísticas, serviços educacionais e práticas inclusivas, nos âmbitos federal, estadual – Rio de Janeiro e municipal – Nova Iguaçu (www.consurdo.com.br), configurando um gesto de organização de arquivo discursivo digital, que circula em um artefato linguístico digital, instaurador de uma política de línguas (Orlandi, 2007). Consurdo é coordenado por Lívia Buscácio e recebeu fomento da Faperj (Edital APQ1 nº 13/2023); já, em Dizer-se língua para não ser silenciada: os efeitos de sentido da Libras nas políticas linguísticas brasileiras, de Diego Barbosa da Silva (Arquivo Nacional), são analisados os efeitos de sentidos sobre a Libras em 21 Leis Estaduais e do Distrito Federal, cujos dizeres reforçam o silenciamento da Libras enquanto língua com toda a sua diversidade sociolinguística, comprometendo a transformação na prática dos ambientes linguísticos brasileiros.