Aquilombando os Estudos da Linguagem
Participantes
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Marco Antonio Lima do Bonfim

Marco Antonio Lima do Bonfim
Marco Bonfim é Professor Adjunto do Departamento de Letras e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ministrando disciplinas de Língua Portuguesa, Semântica/Pragmática e Análise de Discurso Crítica. É Líder do Grupo de Pesquisa Linguagens e Estudos Afro-Latino-Americanos (LEAFRO/ UFPE/ CNPq). É Pós-Doutor (2021) em Educação das Relações Étnico-Raciais pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado da CAPES na Universidade Estadual do Ceará (PNPD-CAPES/ PPGEN/ UECE). É doutor (2016) e mestre (2011) em Linguística Aplicada pela UECE. Licenciado em Letras – Português (2008) pela mesma instituição. É Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em História e Letras (PPGIHL- UECE). Professor do seminário especializado “O Brasil contemporâneo sob a ótica de pensadores(as) negros(as): o que temos a dizer sobre democracia, fascismo e racismo” (2021-2022) e “O Brasil contemporâneo sob a ótica de pensadores(as) negros(as): epistemologias negras em marcha” (2023-2024) no Instituto de Investigaciones Afrolatinoamericanas (ALARI) da Universidade de Harvard. É membro-associado da ALAB – Associação de Linguística Aplicada do Brasil. Integra o GT Práticas Identitárias na Linguística Aplicada da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL). É membro-associado da ABRALIN – Associação Brasileira de Linguística. Na ABRALIN coordenou a Comissão de Diversidade, Inclusão e Igualdade – CDII (2022-2024). Membro-associado da ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as, integrando a área científica de Literatura, Linguagens e Artes. Foi coordenador do eixo de Educação Decolonial da Associação de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais no Ensino, na Cultura, nas Literaturas e nas Artes Sul-Sul PODES (2020-2023). Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão no campo dos Estudos Críticos da Linguagem com ênfase nas conexões entre linguagem e raça. Atua nas áreas da Nova Pragmática, da Linguística Aplicada Indisciplinar e da Análise de Discurso Crítica. Seus temas de interesse são: performatividade de raça, construção discursiva de identidades raciais no âmbito das políticas de ações afirmativas raciais, práticas discursivo-pragmáticas de reexistência negra em diversos jogos de linguagens e decolonialidade em perspectiva afro-diaspórica. ORCID iD: 0000-0001-6491-3667.
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Mauricio José de Souza Neto

Mauricio José de Souza Neto
Sou licenciado em Letras Vernáculas com Língua Estrangeira Moderna (Inglês), pela Universidade Federal da Bahia, onde também obtive o grau de Mestre em Língua e Cultura. Atuo como Professor Substituto do Instituto Federal Tecnológico de Educação da Bahia, lecionando língua inglesa. Também sou docente do curso de letras no Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE), onde atuo como formador de professores. Fui professor dos cursos de extensão universitária NUPEL e PROFICI, neste último, entre outras coisas, dando capacitação aos estudantes candidatos ao programa Ciência Sem Fronteiras. Atuei como professor na Cultura Inglesa Bahia e no Colégio Villa Campus de Educação, neste último como professor bilíngue. Também lecionei na University of Arizona (EUA), enquanto bolsista do programa Foreign Language Teaching Assistant (FLTA). Minhas principais áreas de interesse são formação do professor de línguas, ensino e aprendizagem de línguas, avaliação de proficiência em língua estrangeira, interculturalidade no ensino de línguas e uso de gêneros textuais e tecnologias em sala de aula.
Moderador(a)
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Thaysa Braide
Thaysa Braide
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Aquilombando os Estudos da Linguagem
O campo dos estudos da linguagem, em suas variadas abordagens, tem vivenciado grandes inovações que tem possibilitado aproximações e diálogos transdisciplinares produzindo uma confluência (Bispo, 2019) entre os estudos da linguagem como prática social em contextos situados e o campo de pesquisa acerca das relações raciais (Bonfim, 2016, 2021, 2023, 2025; Ferreira, 2015; Melo; Jesus, 2022; Nascimento, 2019; Souza, 2011; Souza-Neto, 2021). Tal confluência, acreditamos, é em grande medida o resultado da implementação das políticas de ações afirmativas para a população negra no Brasil que têm evidenciado, ao mesmo tempo, um contraponto epistemológico e político à naturalização das desigualdades raciais e um reposicionamento de intelectuais negras(os) em várias áreas científicas. Focalizando o campo dos estudos linguísticos, concordamos com a linguista Kassandra Muniz (2009, p. 17) que passamos a “[…] ocupar um espaço no qual os negros e suas pesquisas e temáticas, de forma geral, são vistos como intrusos e incapazes de ocupar”. Portanto, dialogando também com bell hooks (2019, p.38-39) esse nosso “ato de fala, de ‘erguer a voz’, não é só um mero gesto de palavras vazias: é uma expressão de nossa [população negra] transição de objeto para sujeito” (hooks, 2019, p.38-39 – grifo nosso) e mobilizando a noção de quilombo (Nascimento, 1986) e de quilombismo (Nascimento, 2019) abordaremos como o conhecimento científico produzido por linguistas negros(as) acerca das relações entre linguagem, raça, racismo e antirracismo tem contribuído para aquilombar os Estudos da Linguagem. Para tanto, apresentaremos nossas pesquisas acerca da Educação Linguística Antirracista (Souza-Neto, 2021) e de uma análise discursiva crítica sob uma orientação decolonial afrodiaspórica (Bonfim, 2025).