Reflexões sobre o conceito de género textual ou discursivo: variação conceptual, relações com outras classificações textuais e aproveitamento didático
Conferencista
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Paulo Nunes da Silva

Paulo Nunes da Silva
É docente de Linguística na Universidade Aberta desde 1995 e investigador do CELGA-ILTEC (sediado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), onde coordena o grupo de trabalho Discurso e Práticas Discursivas Académicas (grupo responsável pelo Portal dos Géneros Escolares e Académicos: https://sites.ipleiria.pt/pge/).
A investigação que desenvolve inscreve-se predominantemente na área da Linguística do texto e do Discurso, envolvendo contributos de diversos enquadramentos, dos quais se destacam a Linguística Textual / Análise Textual dos Discursos (Adam, 1992, 2008), a Análise do Discurso (Maingueneau, 2014), o Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, 1997) e o Inglês para Fins Académicos (Swales, 1990, 2004).
Entre os principais interesses de investigação, contam-se o Discurso Académico, as Classificações Textuais (em tipos de discurso, em géneros, em tipos de textos e em tipos de sequências textuais) e a Pedagogia dos Géneros. Tem publicado múltiplos artigos acerca destes temas em revistas e publicações especializadas.
É autor do livro Tipologias textuais. Como classificar textos e sequências, editado em 2012 pela Livraria Almedina. Em 2020, foi publicado pela Universidade Aberta o e-book intitulado Manual de Técnicas de Expressão e Comunicação (que é o manual adotado em três unidades curriculares que leciona).
Moderador(a)
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Sueli Cristina Marquesi

Sueli Cristina Marquesi
É Doutora em Linguística Aplicada, com pós-doutorados em Linguística nas Universidades do Porto e de Lausanne. Professora Titular do Departamento de Ciências da Linguagem e Filosofia da PUC-SP, com atuação no Programa de Pós-graduação em Língua Portuguesa e nos cursos de Letras e Direito. É líder do grupo de pesquisa Texto, Escrita e Leitura (CNPq/PUC-SP). Filia-se teoricamente à Linguística Textual e à Análise Textual dos Discursos, dedicando-se aos temas: escrita, leitura, gêneros textual-discursivos, linguagem jurídica, produção textual, interação em ambientes virtuais de aprendizagem, metodologias ativas e formação de professores. É Membro da ABRALIN (vice-coordenadora do grupo de Linguística Textual); da ALFAL (membro do Projeto 30 – Estudos sobre Linguagem Jurídica e Comunicação; da ANPOLL (GT Linguística de Texto e Análise da Conversação; da Associação Brasileira de Argumentação e da Rede Iberoamericana de Formação de Professores.
Resumo →
Reflexões sobre o conceito de género textual ou discursivo: variação conceptual, relações com outras classificações textuais e aproveitamento didático
O interesse pelo conceito de género conheceu um significativo desenvolvimento no seio dos estudos linguísticos que se focam no texto. Muitos investigadores têm descrito e sistematizado as propriedades de múltiplos géneros de diversas esferas de atividade, e a própria noção de género afigura-se central em contextos didáticos. Todavia, a etiqueta “género” pode não designar exatamente o mesmo conceito em todos os quadros teóricos e áreas disciplinares em que é usada, reconhecendo-se diferenças mais subtis ou mais evidentes. Em alguns casos, uma categoria que é considerada género num dado enquadramento pode não ser perspetivada como classe genológica num outro. Por isso, numa perspetiva teórica, importa problematizar as conceptualizações dos géneros em diversos quadros e disciplinas linguísticas, para se compreender melhor o que aproxima e afasta as diversas teorizações. Nesse âmbito, justifica-se relacionar os géneros com outras classes textuais, em particular com os tipos de discurso (discurso jornalístico, académico, literário, etc.), com os tipos de texto (narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo e instrucional) e com os tipos de sequências textuais (narrativo, descritivo, argumentativo, explicativo e dialogal). Numa perspetiva aplicada, os conceitos de modelo didático do género e de sequência didática, propostos por Schneuwly e Dolz (1999), assumem um papel relevante e contribuem para o sucesso das aprendizagens em contexto escolar e académico.