A produção discursiva da fronteira no Diccionario de Moraes
Conferencista
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Marilene Aparecida Lemos

Marilene Aparecida Lemos
Marilene Aparecida Lemos é doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Letras (Língua Espanhola) pela Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve pesquisas em Análise de Discurso e História das Ideias Linguísticas, com ênfase nos estudos sobre fronteira, discurso e arquivo. É docente aposentada da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), onde atua como
colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL/UFFS). Realiza pós-doutorado no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob supervisão do Prof. Dr. Fábio Ramos Barbosa Filho, e desenvolveu estágio pós-doutoral no Instituto de Investigaciones Gino Germani da Universidad de Buenos Aires (UBA), sob supervisão da Profa. Natalia Romé. Integra os grupos de pesquisa DARQ – Discurso e Arquivo (UFRGS/CNPq) e CoLHIBri – O cotidiano na História das
Ideias Linguísticas (UNICAMP/CNPq).
Moderadores
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Carolina Rodríguez-Alcalá

Carolina Rodríguez-Alcalá
Carolina Rodríguez-Alcalá é doutora em Linguística pela Unicamp, na área de Análise do Discurso (2001). Possui pós-doutorado em Linguística, na área de História das Ideias Linguísticas, na École Normale Supérieure – Lettres et sciences humaines (Lyon) e na Universidade Sorbonne Nouvelle, França (2002-2003). É pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb/Nudecri) e professora no Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp. Trabalha com temas como: discursos sobre o guarani no Paraguai, nacionalismo linguístico, políticas de língua, língua urbana, gramatização do guarani, escrita, relações discurso e espaço, ambiência urbana, imagem e discurso visual.
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Claudia Pfeiffer

Claudia Pfeiffer
Bacharel em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1991), concluiu seu mestrado e doutorado em Linguística, junto ao IEL/UNICAMP, respectivamente, nos anos de 1995 e 2000. Desde 1996, exerce suas atividades científico-acadêmicas no Laboratório de Estudos Urbanos (LABEURB/NUDECRI/UNICAMP), na carreira de Pesquisador da Universidade Estadual de Campinas – Carreira Pq, antiga carreira TPCT. Em 2012, ascendeu ao nível Pq B da Carreira, por meio de Concurso Público de Progressão. Especializada em Análise de Discurso, atua, principalmente, nas seguintes linhas: saber urbano e linguagem, políticas públicas, história das ideias linguísticas, divulgação científica. É docente credenciada, como professor pleno na área da história das ideias linguísticas do programa de pós-graduação em Linguística no IEL/Unicamp. Coordena, desde 2004, junto com Carlos Corrêa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Políticas em Saúde, credenciado no Diretório do CNPq. Foi coordenadora adjunta do Labeurb/Nudecri no período de 1999 a 2006; assessora acadêmica da Coordenadoria dos Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa da Unicamp (COCEN/REITORIA), no período de maio de 2005 a maio de 2009; coordenadora do NUDECRI, no período de junho de 2010 a junho de 2014; e coordenadora do GT de Análise de Discurso da Anpoll, no biênio 2012/2014.
Resumo →
A produção discursiva da fronteira no Diccionario de Moraes
Esta exposição se inscreve em um percurso de pesquisa desenvolvido em História das Ideias Linguísticas sustentada teoricamente pela análise de discurso materialista. A pesquisa investiga a fronteira enquanto objeto de discurso a partir da montagem de um arquivo que permita escutá-la em sua dimensão semântica, analisando os processos de produção de sentidos em determinadas práticas discursivas inscritas em um importante instrumento linguístico no processo de gramatização da língua portuguesa no/do Brasil. A partir desse trabalho de arquivo, retoma-se a discussão do verbete fronteira nas 1ª, 3ª e 10ª edições do Diccionario da Lingua Portugueza, de Antonio de Moraes Silva, relativas aos anos de 1789, 1823 e 1953, propondo uma análise de como a fronteira é conceitualizada e produzida discursivamente sob condições de produção específicas.
Busca-se mostrar que o dicionário não é indiferente à eficácia material da ideologia. As ocorrências lexicais e as construções morfossintáticas em jogo nos processos de definição permitem escutar o movimento do político na língua e participam da consolidação de determinadas formas hegemônicas de significar a fronteira e o território em cada período, o que implica necessariamente em significações da(s) línguas e de seus sujeitos.