Como a Linguística pode auxiliar a Educação Bilíngue dos Surdos?
Participantes
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Luciane Cruz Silveira

Luciane Cruz Silveira
É Professora Adjunta de Libras do Departamento de Ensino Superior do Instituto Nacional de Educação de Surdos (DESU/INES). Doutora em Linguística pela UERJ. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Língua Brasileira de Sinais e Linguística Aplicada, atuando principalmente no seguinte tema: Formação para professores bilingues; História de Ideias Linguística; português como segunda língua para alunos surdos; educação bilíngue para surdos; Materiais didáticos em Libras; Ensino e Aprendizagem de Libras como L2 e Glossário de Libras.
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Patrícia Luiza Rezende-Curione

Patrícia Luiza Rezende-Curione
Patrícia Rezende-Curione é Professora Associada III do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES, no curso de Pedagogia com ênfase em Educação Bilíngue de Surdos. Tem formação em Pedagogia (2000), Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina UFSC (2010). Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (2021 – 2022). Possui publicações relevantes na área, como o livro intitulado Implante Coclear: normalização e resistência surda. Atualmente pesquisa sobre epistemicídio nas Políticas Públicas em Educação de Surdos. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Bilíngue de Surdos, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas Linguísticas e Educacionais de Surdos, Estudos Surdos, Artes Surdas, Literatura Surda, Resistências Surdas. Discursos sobre Surdos, Surdez, Língua de Sinais , Culturas Surdas e Educação de Surdos. Está atualmente como Diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos do MEC/SECADI.
Moderador(a)
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Michelle Andréa Murta

Michelle Andréa Murta
Doutora em Linguística Teórica e Descritiva pelo Programa de Pós-graduação em Linguística da Universidade Federal de Minas Gerais. Mestra em Letras e Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e licenciada em Letras-Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Teve sua formação na educação básica através da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no colégio Minas Gerais. É professora da Faculdade de Letras da UFMG, atuando principalmente no Curso de Graduação em Letras-Libras e exercendo a coordenação do curso e da área de Libras (gestão 2024-2026). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Libras, desenvolvendo investigações principalmente nos temas de: iconicidade, metáfora, literatura surda e educação. É professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (Poslin/UFMG), orientando nas seguintes linhas de pesquisa: (1E) Estudos Formais de Língua e (3E) Plurilinguismo, Políticas Linguísticas e Educação Bilíngue. É coordenadora do projeto Mãos Literárias e membro pesquisador do seguinte grupo de pesquisa (CNPq): NeLIS – Núcleo de Estudos em Libras, Surdez e Bilinguismo (UFMG).
Resumo →
Como a Linguística pode auxiliar a Educação Bilíngue dos Surdos?
A aprovação da nova diretriz de Educação Bilíngue de Surdos em Brasília não é apenas um marco político e legislativo, mas a consumação de décadas de lutas da comunidade surda pelo reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua de instrução, comunicação e produção de conhecimento. No entanto, para que essa diretriz não se torne apenas um documento formal, ela precisa de sustentação técnica e pedagógica, e é exatamente aqui que a Linguística se torna o pilar fundamental.
Os tópicos para o Debate incluem:
1. Libras como Língua Natural e de Instrução (L1)
2. O Português Escrito como Segunda Língua (L2)
3. Identidade, Cultura e Desenvolvimento Cognitivo
4. Formação de Professores e Produção de Material Didático
E finalmente, a aprovação da diretriz em Brasília nos dá o direito legal; a Linguística nos dá os instrumentos pedagógicos e científicos para fazer esse direito funcionar na prática de cada sala de aula do país.